Corredor Cultural do Bom Fim é lançado com Feira do Livro

Público prestigiou as atividades desenvolvidas por instituições e livrarias do bairro.

Público prestigiou as atividades desenvolvidas por instituições e livrarias do bairro.

O ponto de partida da iniciativa do Memorial da Justiça do Trabalho no Rio Grandedo Sul, em conjunto com outras entidades e parceiros, teve, além do mapa, a realização de uma feira do livro. Durante todo o sábado cerca de 20 bancas reuniram obras de diversas livrarias e editoras sediadas no bairro.
Na abertura do evento, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho, Desembargador João Ghisleni Filho, afirmou ser a feira uma retribuição ao Bom Fim, que desde 2008 acolhe este setor do Tribunal. A menção ao bairro também deu o tom à ponderação da Desembargadora aposentada Magda Barros Biavaschi, integrante da Comissão Coordenadora do Memorial e que destacou a efervescência cultural e política que caracteriza a área.
O Servidor do TRT-RS Walter Oliveira usou a palavra para apresentar o homenageado do dia: o Livreiro Edgardo Xavier, um dos fundadores da Feira do Livro de Porto Alegre e, por muito tempo, proprietário da Livraria Leonardo da Vinci. Após ser agraciado com a entrega de uma placa, Edgardo fez um breve e emocionante relato sobre como sua relação próxima com o livro definiu sua vida. Encerrando a cerimônia, o duo Canta Itália apresentou músicas tradicionais.
A ideia da criação do Corredor Cultural, conforme explica o responsável pelo memorial, Benito Schmidt, surgiu para integrar as instituições e livrarias sediadas no bairro, visando promover atividades comuns e dar maior visibilidade às suas ações. Oficinas de conservação, degustação de gastronomia italiana, sarau e uma festa no Bar Ocidente ainda fizeram parte da programação durante o dia de realização do evento. Entre os parceiros, o Instituto Culturar Marc Chagal, a Associação de Ex-alunos do Instituto de Educação e também do Colégio Militar; o Clube de Cultura, a Sociedade Italiana e o Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul.
Um dos exemplos é o Museu de História da Medicina do RS (MUHM) que, além de parceiro, ofereceu uma oficina sobre conservação e preservação de livros. O diretor do museu, Éverton Quevedo, explica que a atividade é voltada às crianças que visitam o MUHM e traz dicas de higiene e conservação das obras. “Com a oficina, trabalhamos noções como propriedade e respeito pelo patrimônio: uma das propostas do Mapa do Corredor Cultural Bom Fim”, disse. Schmidt também adiantou que o Memorial da Justiça do Trabalho irá conceber futuramente um centro cultural com auditórios e salas para exposições e oficinas.
A iniciativa do evento foi ressaltada também pelo Chef Francesco Rosito – instrutor de gastronomia italiana, segundo ele, “o bairro estava precisando de um evento cultural que destacasse as livrarias e museus, pouco divulgados”. De acordo com Rosito, o Bom Fim concentra não só livrarias, mas também associações de etnias, como a Sociedade Italiana e a Israelita. “Isso comprova a multicultura que o bairro representa”, finalizou.

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