Maio é um mês especial. É tempo de lembrar nossas mães. Época de veranico, quando o calor volta a rondar rapidamente, antes que o inverno chegue com força total. Na edição de maio vamos tratar de mãe, de cultura, de trânsito, ciclismo, religião e espiritualidade, entre outros temas.
Mas um tema, não abordado no corpo do jornal fica aqui, nesse editorial para a reflexão de nossos leitores. Quais serão os efeitos da crise mundial sobre nós? Essa é uma pergunta que cerca de dúvidas a todos. O fato é que não somos nós, cidadãos comuns, especialistas em economia e, portanto, torna-se difícil projetar algo que esteja fora do nosso alcance.
Criada nos Estados Unidos, a crise econômica mundial vem causando estragos em efeito cascata, pela Europa, Asia e, mesmo já na América Latina. Demissões em larga escala, inicialmente em empresas multinacionais começam a rondar o nosso dia-a-dia. Mas o que fazer?
Investir no mercado interno, dizem os especialistas, é a solução para que a produção não caia e acabe por provocar novas demissões. Bom se essa é a saída, então ela é uma velha conhecida dos comerciantes e prestadores de serviços do Bom Fim. Investir na clientela do próprio bairro tem sido uma constante e a comunidade tem sido parceira, até então dessa via de mão dupla.
Entretanto, sentimos que algo está acontecendo, mudando. O perfil do mix, antes ancorado no setor moveleiro, está se pulverizando para outras frentes. Felizmente os pontos comerciais vêm sendo ocupados, em grande número, por farmácias, restaurantes e livrarias, mantendo-se, ainda uma forte veia moveleira, que se concentra mais nas quadras próximas ao Instituto de Educação General Flores da Cunha. Parafraseando Tom Jobim, imortalizado na voz da nossa saudosa Elís, que recentemente foi homenageada com uma estátua no Centro da Cidade, esperamos que essa evolução siga sem que soframos o desgaste dessa crise, e que as muitas lojas fechadas no bairro logo estejam ocupadas. Afinal seguimos as águas de março com “promessas de vida em nossos corações” e chegamos a maio em “mistério profundo, é o queira ou não queira”. Boa leitura!
Editorial de Maio


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