Cenário – Setembro, por Milton Gerson

No mundo

Há oito anos o mundo sofria um abalo no 11 de setembro

Passaram-se oito anos dos ataques terroristas que fizeram desabar as torres gemeas em Nova Iorque, nos Estados Unidos, tirando a vida de mais de 3 mil inocentes. Muitos preferem, por certo esquecer a tragédia, mas é preciso lembrar. A exemplo do que a comunidade judaica faz em recordação às vítimas do holocausto nazista, no dia em que é chamado Yom Asmaut (o dia da lembrança), lembrar significa perpetuar na memória fatos que não desejamos ver repetidos. Ações como as da Al Quaeda e outros grupos terroristas não podem mais aceitas passivamente. A intolerância, o preconceito não leva a nenhum caminho que não seja o de amplificar ainda mais as diferenças, que na verdade devem ser respeitadas. Isso, é claro, não significa dividir o mundo no lado do bem e do mal, até porque essa dicotomia é ultrapassada. Digo isso porque muitas das reivindicações desses grupos deve ter também a atenção das autoridades mundiais. É imprescindível o firmamento de uma nova ordem, onde o combate à fome, à miséria e à doença sejam prioridade. Se desejamos um mundo realmente melhor para vivermos é preciso, sim, abrirmos mão de certos esteriótipos e nos voltarmos à solidariedade. Esse é o único caminho para a Paz. Tenho plena certeza disso e o futuro está dentro de cada um de nós. Só assim produziremos um efeito coletivo capaz de inverter a ótica atual das coisas.

No Brasil

Volta ao debate o terceiro mandato

Mesmo que não seja fixado na pessoa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parece que existem pessoas, e não são ilustres desconhecidos, como o ministro Guido Mantega que não admitem, sequer a mudança do partido que gesta atualmente no comando o Planalto.

Em entrevista à BBC Brasil, Mantega disse que “cabem eleições periódicas dentro dela e não poderia ser diferente. Mas não cabe mudar em nada o que Lula tenha feito. Nada”.

Para ele, o destino do Brasil já está traçado, mesmo que haja mudança na administração, que não seja um candidato petista que ganhe a eleição, mas de outro partido. “As principais diretrizes são conquistas do povo brasileiro”, ressaltou.

Em tom de advertência, o ministro diz: “se mudar, vai apanhar. Se alguém assumir e começar a mudar isso, não vai se aguentar no governo.

O que se esquece o ministro é que o próximo presidente será eleito pela maioria dos brasileiros – como Lula foi. E que terá um mandato legitimado, portanto, para fazer o que prometeu e discutiu durante a campanha eleitoral. Agora, ser o eleito obrigado a não fugir da cartilha é demais. Mantega chega ao absurdo de afirmar que “Mesmo com as eleições, o curso das políticas já está dado. Acho temerário que algum novo governante venha a mudar uma série de diretrizes que estão dando certo. Eu duvido que desative o Bolsa Família, os programas sociais. A população não vai deixar. Duvido que diminua investimentos públicos, que bancos públicos diminuam sua atuação, que a Petrobras deixe de ser a principal agente do pré-sal.

Deduz-se que o ministro considera perfeita a obra política e administrativa de Lula. Para Mantega, alternância no poder é tolerável. Afinal é o que manda a lei. Mas alternância para conservar tudo como está. O que Mantega quer é o terceiro mandato consecutivo para Lula – infelizmente sem Lula. E ai do futuro presidente que ouse fazer algo diferente. Correrá o risco de ser derrubado pelo povo insatisfeito.

No Rio Grande

Vai tramitar pedido de impeachment contra Yeda Crusius

O presidente da Assembleia Legislativa gaúcha, deputado Ivar Pavan (PT), anunciou que aceita o pedido de impeachment contra a governadora Yeda Crusius, garantindo a tramitação do processo no Plenário da Casa. Pavan obteve acesso aos anexos da ação de improbidade administrativa contra a governadora e mais oito pessoas, mediante autorização da juíza da 3ª Vara da Justiça Federal de Santa Maria, Simone Barbisan Fortes.

“Analisando os autos, não há dúvida de que um grande esquema criminoso se organizou no Rio Grande do Sul para desviar recursos públicos. Diante do pedido de impeachment, da minha parte cabe analisar unicamente se há indícios da relação entre a governadora e este esquema criminoso. Analisando os autos, selecionamos, entre muitas citações, 26 situações que revelam fortes indícios da relação da governadora com o esquema. (…) Diante da análise dos autos não resta dúvida de que as condições prévias e mínimas estão presentes no pedido. Assim, admito e dou tramitação à presente denúncia por crime de responsabilidade contra a governadora do Estado por infringência à Lei 1.079 de 1950”, declarou Pavan.

O Palácio Piratini reagiu à decisão de Pavan emitindo uma nota oficial. No texto o governo gaúcho manifesta profunda surpresa pela decisão do senhor presidente da Assembleia Legislativa, ao acolher expediente contra a senhora governadora.

Veja a íntegra da nota do Piratini AQUI

Na cidade

Aplausos para a campanha da prefeitura que está instituindo um novo sinal de trânsito, em defesa dos pedestres que fazem a travessia por faixas de segurança. A exemplo de Brasília, onde a lei já é aplicada, a mão estendida de um pedestre ao pisar a faixa de segurança alerta para que o motorista pare o veículo. Lá, na Capital Federal, existem ainda sobre a faixa adesivos em formas de mãos sinalizando aos automóveis. Pude perceber como isso funciona na prática quando lá estive. Aqui mesmo no Rio Grande do Sul, cidades como Osório, no Litoral Norte, são exemplos de boa conduta e convivência entre motoristas e pedestres. Porto Alegre, que vem perdendo a magia de ser a melhor cidade em tudo, bem que poderia reverter o triste quadro dos acidentes de trânsito que leva milhares de famílias ao sofrimento. Mas, para que funcione a campanha, é preciso que todos levem à serio. Não se trata de brincadeira, pois no embate de um pedestre e um veículo, sempre o primeiro sairá perdendo pela simples distorção de forças. As autoridades também devem fazer a sua parte, orientando a população e, acima de tudo, mantendo a sinalização em bom estado de conservação, porque, infelizmente, muitas faixas de segurança estão em precário estado.

No Bom Fim

Um dia sem carne

Uma campanha mundial pela redução do consumo de carnes, que pede à população que fique apenas um dia sem comer carne ao ano, nos leva a avaliar que o Bom Fim é um bairro privilegiado em termos de opções vegetarianas. Mesmo tendo um mix variado de restaurantes, de todos os tipos, dos mais baratos aos mais requintados, o bairro reúne também um segmento voltado à alimentação natural. Atualmente, são cerca de quatro restaurantes e algumas lojas de produtos naturais, além da feira ecológica aos sábados que, juntamente com o Parque da Redenção, fazem do bairro um referencial de preservação à vida. O Equilibrium, no Mercado Bom Fim é o mais recente, seguiu os passos do Prato Verde na Santa Teresinha, junto à igreja que leva o mesmo nome. Ainda há o Govinda, na esquina da Santa Teresinha com a José Bonifácio e o Chinês vegetariano, na primeira quadra da Ramiro à direita de quem entra na Rua pela Protásio Alves em direção à Ipiranga. Para encontrar esse último, é preciso um exercício de investigação, pois o estabelecimento está literalmente escondido em um andar superior de um prédio cujo o acesso é feito por uma escada condominial. Para facilitar os internautas, vai ai uma dica: fica quase ao lado de um mini-mercado. Mas o esforço para encontrá-lo vale a pena, já que no local uma deliciosa comida típica chinesa é oferecida ao público sem qualquer tipo de carne, com variações à base de soja.

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Um comentário
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  1. o falabomfim está bonito, com lay out agrádável e muito bom conteúdo. PARABÉNS!

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