Redenção comemora aniversário com novo diretor

Além dos shows e demais atrações que marcaram a passagem do 74º aniversário do Parque Farroupilha, também conhecido como Redenção em homenagem à memória dos escravos, novidades marcaram a data. Uma delas é a chegada de um novo administrador para a área que possui cerca de 37 hectares e está incrustada na Região Central da Cidade.

É a Jorge Luiz dos Santos Pinheiro que caberá os destinos da Redenção, a partir de agora. É ele quem responderá pela vitalidade ou não do nosso pulmão verde, o pátio da maioria dos bonfinenses e de muitos outros milhares de cidadãos de Porto Alegre. Em pesquisa recente, a Redenção foi apontada como o segundo lugar mais querido para as pessoas depois da sua própria casa.

Funcionário do quadro efetivo de servidores municipais, Pinheiro contará com outros 36 colaboradores, 18 funcionários da prefeitura e outros 18 albergados do regime semi-aberto que já atuam há alguns anos, por convênio, na limpeza e manutenção da área. Aos 46 anos, formado em Administração de Empresas, Pinheiro cursa pós-graduação em Gestão de Pessoas, de Estratégias e de Negócios. É formado, também, no Curso Técnico de Hidrologia, pela UFRGS. Veja a seguir o que ele pensa e como pretende levar adiante o trabalho de manutenção da Redenção.

Fala Bom Fim – Primeiro nos fale um pouco da sua carreira de servidor público municipal

Jorge Pinheiro – Comecei na Prefeitura como operário. Fui fazendo concursos e trabalhando. Na SMAM, estou há uns vinte anos. Comecei no Parque Chico Mendes, na Zona Norte e depois fui trabalhar como administrador do Parque Gabriel Knijnik, na Vila Nova. Ai passei a exercer a função de assessor de gabinete da Supervisão de Parques, Praças e Jardins, da SMAM, na área de autorização de eventos. Foi aí que peguei toda essa experiência como administrador.

FBF – Como foi motivada a sua indicação para a função de administrador da Redenção?

Pinheiro – Dentre várias indicações, eu fui o escolhido para ocupar o cargo de administrador do Parque Farroupilha, já que a administradora que ocupava a vaga passou em outro concurso e saiu da SMAM.

FBF – E quais os seus planos para o Parque. Como pretende marcar a sua gestão? Pinheiro – Eu quero aplicar um sistema de gestão aqui no parque. Um sistema de gestão de pessoas, de recursos, de maquinário. Quero investir em equipamentos que possam aumentar a eficiência do trabalho desenvolvido no parque. O nosso trabalho aqui é fazer a limpeza, a manutenção, deixar o parque com um aspecto agradável para o usuário e para o turista. Na verdade eu quero qualificar as pessoas que estão trabalhando aqui. Estimular elas para que produzam um pouco mais do que já produzem hoje.

FBF – E como estão sendo encaradas os investimentos da Pepsi no parque?

Pinheiro – Sobre as ações da Pepsi, já foi feita a reforma total do chafariz e agora vai ter um novo investimento na iluminação do eixo central. O objetivo da empresa que fará o serviço é triplicar a atual iluminação do parque, expandindo a área iluminada. Os bancos também serão todos pintados, revitalizados.

FBF – Um problema crônico no parque, especialmente aos finais de semana é a presença de vendedores ambulantes ilegais, como mudar isso?

Pinheiro – A questão da presença de vendedores ambulantes aqui no Parque é bastante complexa, porque envolve os rendimentos e o sustento de famílias humildes, além do que, todos os dias aparecem três, quatro, cinco pessoas querendo autorização para vender produtos no Parque, e o Parque já tem pontos fixos. Não podemos criar novos. A Prefeitura fornece o alvará, que tem validade de um ano e as pessoas vão renovando-o indefinidamente. Existe a proposição de fazermos uma licitação para estes pontos comerciais e, aí sim, os interessados se cadastrariam para pleitear um destes locais mediante concorrência. Um grande problema que temos é que esse pessoal atualmente explora comercialmente o Parque e não gera nenhum retorno benéfico à Redenção. A taxa cobrada pelo alvará vai para a SMIC e não para a SMAM. Precisamos encontrar uma forma de capitalizar o Parque, pois não é justo que o alvará de um grande sorveteiro custe o mesmo valor que o alvará de um pequeno vendedor de pipocas e nada seja revertido ao Parque.

FBF – Como será a interface com a comunidade local do entorno e os freqüentadores do parque?

Pinheiro – Nós vamos estimular as reuniões das associações de freqüentadores do Parque. Logo que assumi, fui numa reunião do conselho do Parque e tinha apenas duas pessoas. Temos que chamar mais pessoas, convidar a população para participar efetivamente dos projetos de revitalização do Parque.

ClioBeleza




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