
Foto por Milton Gerson / FBF
Rafael Goulart Rodrigues, 29 anos, é natural de Porto Alegre e deixou recentemente a área da segurança para se dedicar à zeladoria do condomínio Márcia, localizado na Rua Cabral nº 15. Casado com Valéria Lourenço Gonçalves Rafael não mora no bairro, deslocando-se diariamente do Partenon para o Bom Fim. E é na dedicação que ele aposta como a melhor forma de conquistar a confiança de condôminos e vizinhos como seus novos amigos. “É preciso fazer as coisas com vontade e determinação. E a área da zeladoria é bem menos estressante que a da segurança, sem dúvida”, afirma.
Prestativo e simpático, sempre com sorriso no rosto, é possível ver o seu bom relacionamento com todos quando está na frente do prédio. As pessoas passam e o vão cumprimentando. Já conquistou a estima dos taxistas do ponto na esquina com a Ramiro, dos frentistas do posto Ipiranga e da mecânica localizado logo adiante na Cabral, entre outras amizades que construiu nesse um ano de trabalho no condômino Márcia, como o Luiz Spinelli da fruteira e “o pessoal da Hidrogás”, como ele mesmo se refere. E é essa receptividade que teve que lhe mostra o lado positivo de trabalhar no Bom Fim.
De negativo vê a multiplicação de andarilhos e mendigos pelo bairro. Rafael diz que, na maioria das vezes são pessoas boas, que apenas não tem para onde ir, mas alguns passam dos limites e lhe tiram do sério. Ele acredita que a prefeitura, o Estado e a União deveriam atuar juntos para dar uma solução às pessoas que não tem moradia, problemas mentais, com drogas e alcoolismo. Mesmo assim, ele ressalta que a segurança no prédio é boa. “O problema é que eles sujam tudo na volta e de vez em quando implicam por estarem sob o efeito de drogas ou álcool”.
Outro ponto negativo é a demora por uma solução ao terreno localizado em frente ao prédio, onde uma construção inacabada foi derrubada recentemente. “Eu não vivi todo esse problema, mas as pessoas contam que são 14 anos de impasse. Parece que agora vai sair alguma coisa ali, os moradores da volta gostariam que fosse um prédio comercial, com lojas e escritórios, ou até uma praça. O importante é que terminem com essa piscina a céu aberto que é um local para reprodução de mosquito da dengue”, diz Rafael. Segundo ele, um dos engenheiros responsável pela área confidenciou que logo estarão iniciando nova construção. Para isso já fizeram tapume em placas de concreto, vão drenar e canalizar definitivamente as duas vertentes do local e já pediram a instalação de luz. Como Rafael mesmo diz agora é esperar para ver.



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