Bom Fim… Meu Bom Fim brasileiro!

David Iasnogrodski

Só para lembrar a “Aquarela do Brasil” de Ari Barroso.

Por David Iasnogrodski (Escritor, engenheiro, administrador) – david.ez@terra.com.br

Bom Fim. Bairro inconfundível dentro da paisagem urbana da “nossa” Porto Alegre. Não precisamos de GPS para localizar este bairro porto-alegrense. Se realizarmos uma viagem através do Bom Fim, podemos iniciar por qualquer ponto e sempre estaremos observando o grande pulmão. Um dos pulmões da cidade de Porto Alegre – o Parque Farroupilha. Conhecidíssimo. Por todos!

Se viajarmos pela história também este será um ponto importante. Por tudo que ali aconteceu. Pelo antigo e sempre lembrado nome: Campos da Redenção– O Parque da Redenção -, como até hoje ainda é lembrado.

Mas e daí? O porque de sua importância? Pelos monumentos ali existentes, onde a grande maioria “perdeu” as placas indicativas, pelo vandalismo de muitos? Pelos recantos majestosos? Pela lembrança dos festejos de 1935 – Centenário da Revolução Farroupilha – que ali teve sua culminância? Pelas árvores frondosas que até hoje dão o oxigênio tão necessário a todos nós?

Cronista se inspirou na rica histórica e nas belas paisagens do bairro para escrever o texto publicado em obra literária pela Câmara Municipal, através do Conselho de Cidadãos Honorários de Porto Alegre

Parque Farroupilha – Lugar reconhecido por todos. Até pelos turistas nacionais e internacionais. Por tudo isso é um ícone neste século XXI da capital de todos os gaúchos.

Bom Fim é um bom início para conhecer a Porto Alegre de “todos”. Conhecer a Porto Alegre dos Casais Açorianos sem passar pelo Bom Fim é dizer que não esteve nesta cidade.

Bom Fim!

Ah! Bom Fim!

Viajar por este bairro é viajar pelo mundo. Mundo dos imigrantes. Ali se ouve muitos linguajares. Os idiomas dos formadores da cidade. Bom Fim da cultura. Ali se encontra os estudantes da UFRGS e suas mochilas relatando suas tarefas diárias junto aquela Universidade. Bom Fim dos casarios que ainda restam. Sim, que ainda restam, pois os outros deram lugar a “arranha-céus”. Bom Fim dos pontos de ônibus da “Osvaldo”, que mais parecem rodoviárias. Sim, parecem rodoviárias pelo número imenso de coletivos que passam por ali. Até ônibus provenientes de outras cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre. É uma poluição danada… É o progresso… É a importância do Bom Fim para a cidade como um todo.

O Bom Fim é sempre uma festa! Prova maior são as músicas relacionadas com o bairro. É o amor que o “poeta” tem junto a este bairro. Junto à este quinhão da cidade.

É o Bom Fim…

Bairro cosmopolita. Bairro que está perdendo mais um ícone. A garagem Rio Grande. A grande garagem da Rua João Teles está prestes a ser demolida e dali, certamente, sairá um “espigão”. É o progresso. Bairro que tinha, e eu disse “tinha” outra grande garagem. Esta situada na Rua Fernandes Vieira – a Garagem Martinez. Deu lugar a um belíssimo edifício. Sinal dos tempos… Bom Fim das outroras leiterias, tinturarias, alfaiatarias, padarias, borracharias (a do seu Anapolski era um grande exemplo, situada na esquina da João Teles com a Osvaldo Aranha). Hoje Bom Fim das Casas de Móveis. Bom Fim que já perdeu a Casa Santa Catharina – uma ferragem histórica, mas ainda não perdeu a “lojinha” Ao Crochê.

Bom Fim do Colégio Ruy Barbosa. Deixou saudade! Saudade para muita gente…

Mas o Bom Fim de hoje, mesmo perdendo algumas características, ainda continua um belíssimo passeio para os turistas. É o Bom Fim do século XXI. Bairro que pertence a todos.

ClioBeleza




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