Quem não se lembra das férias de verão como o grande acontecimento do ano, onde as famílias praticamente se mudavam para o litoral em busca de sossego e ar renovado para carregar as baterias para o ano que se iniciava. Uma grande parte da população de nossa Capital se deslocava de mala e cuia para as praias, para o deleite das crianças em férias escolares.
Essa realidade mudou e muito. O romantismo das férias acabou e hoje essa é uma característica apenas dos finais de semanas e feriados prolongados. E pior, com um volume de pessoas infinitamente maior contrastando com uma infraestrutura insuficiente para a demanda, desde o saneamento básico e energia às vagas de estacionamento e espaço na areia a beira mar.
Muitas razões podem ser atribuídas para essa mudança de comportamento. A principal delas, possivelmente, é o aumento da escala de trabalho, que faz com que as pessoas não tenham mais períodos prolongados de férias. A exceção de algumas categorias profissionais, a maioria depende de cada dia trabalhado para garantir o sustento da família. A grande opção pela atividade autônoma frente a falta de opções no mercado formal é outro fator a ser considerado. Ainda, as empresas pressionam seus funcionários a gozar o menor tempo possível de suas férias, e, sob o medo do desemprego, a maioria cede a esse tipo de “apelo” vindo de seus superiores.
Isso culmina no elevado nível de estresse ao qual as pessoas estão sendo submetidas, refletindo diretamente nas relações sociais. Na verdade, talvez seja a hora de a própria sociedade repensar esse ciclo e encontrar uma válvula de escape para essa panela de pressão. Pense nisso!



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Att.
Renan Garavello
Assessor de Imprensa