Miguel Cecílio Neto: Uma vida dedicada ao Bom Fim

A convivência de Miguel com o Bom Fim vem antes mesmo do nascimento

Aos 59 anos, Miguel Cecílio Neto está há 30 a frente da Lotérica Bom Fim, localizada na Avenida Osvaldo Aranha, 1407 (loja 01), no Shopping que leva o mesmo nome da casa e do bairro onde se situa. Abriu a empresa em abril de 1980, mas a sua convivência com o bairro vem de muito cedo, antes mesmo do nascimento, pois foi aqui nos campos da Redenção que conviveu a sua infância, adolescência e hoje atua profissionalmente. Seu pai e sua mãe, João Cecílio e Nadib Cecílio eram proprietários de um bar, o Rui Barbosa, que ficava também na Osvaldo, porém no outro extremo, próximo de onde atualmente está o Túnel da Conceição. Moravam no andar de cima e trabalhavam no térreo, onde funcionava o estabelecimento. Foi essa convivência diuturna que o fez escolher o Bom Fim para fixar o seu negócio.

Ao longo desses 30 anos, se orgulha de a casa ter sido palco de prêmios importantes, como uma mega-sena, duas loto-fácil, uma quina, assim como bilhetes da Loteria Estadual e Federal. “Pena que os acertadores ganharam e eu perdi os clientes, porque nenhum deles voltou para agradecer”, diz Miguel. O seu nome para o Perfil Empresarial desse mês foi indicado pela torcida de clientes e amigos que tem, em especial as vendedoras da Rainha das Noivas, suas fãs de carteirinha, ainda mais agora que Miguel vem arriscando umas participações no programa do jornalista Bibo Nunes, no canal da Ulbra TV.

Sobre o bairro, ele diz ser um apaixonado. Freqüentador da Lancheria do Parque, do Cirilo e tantos outros pontos de convivência que o Bom Fim oferece, afirma só ter amigos. Sua grande mágoa, no entanto, é com a falta de segurança.

A pouco mais de um ano levou dois tiros e teve um malote roubado na esquina da Ramiro Barcelos com a Protásio Alves. E essa não foi a primeira vez que foi assaltado. Miguel contabiliza mais de sete roubos e se diz um desacreditado na segurança do cidadão. “Um dia fui assaltado e prenderam o rapaz. Dois dias depois ele passou por mim na Ramiro e me disse, sabe quem eu sou. Te assaltei a dois dias. Me dá 20 pila senão eu vou lá denovo”, lembra inconformado com a situação que considera constrangedora. E foi a falta de segurança que mudou o horário de funcionamento da lotérica. Antes abria as 7h30min e fechava às 19h. Agora abre às 8h30min e às 17h30min já está encerrando as atividades. “É para preservar a mim e minha equipe”, atualmente de quatro funcionárias.

Miguel se orgulha de ter entre os clientes alguns famosos. Cita o deputado federal Vieira da Cunha, o vice-presidente do Grêmio Cesar Pacheco e os jornalistas Ricardo Vidarte (SBT) e Antônio Augusto (Pampa). Na verdade conheço todo mundo aqui. De mil que passam na frente da lotérica, conheço uns 900”, se vangloria.

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