Não há como negar o poder que tem a sociedade quando ela se organiza e luta por seus interesses. Em geral, mesmo que dure muito tempo, a batalha é vencida. O FATO é que durante tantos anos, as concepções das pessoas mudem e o que antes era uma causa, agora passa a ser um problema. Isso ilustra muito bem o que resulta da reabertura do cruzamento da Rua Ramiro Barcelos com a Avenida Protásio Alves, fechado há 15 anos. Na época, é preciso recordar, a medida indignou profundamente a comunidade do bairro e ao conjunto da cidade. Naquela ocasião, comerciantes da Ramiro e da Protásio bradavam a sua eminente falência pela ausência de fluxo viário, o que dificultaria o acesso de seus clientes. Diziam que a Rua se tornaria uma área de lazer. Isso não ocorreu. O que se viu, apenas, foi o afunilamento do trânsito em maior escala ser despejado na Avenida Venâncio Aires e nas ruas Felipe Camarão e Bento Figueiredo, um desvio que os motoristas rapidamente identificaram para seguir pela Ramiro em direção à Castelo Branco.
Agora, quando o Executivo finalmente, antes tarde do que nunca, dá o braço a torcer e reconhece que o transito flui melhor com a abertura do cruzamento, algumas poucas vozes ecoam para criticar a iniciativa. Toda a crítica deve ser ouvida, deve ter o seu espaço, mas é preciso que ela seja construtiva. As queixas se concentram, principalmente nos comerciantes que perderam parte do estacionamento de carga e descarga e da Área Azul, no lado esquerdo da via, entre a Protásio e a Independência. O lado direito ainda está liberado. Também foi constatada a necessidade de ajustes na sinalização para que os pedestres tenham maior segurança e os veículos sejam alertados para o cruzamento, especialmente à noite quando o risco de acidentes é maior.
Nesse sentido, a Associação dos Amigos do Bairro Bom Fim, com o apoio do jornal Fala Bom Fim, encaminhou pedido de audiência com o secretário da Mobilidade Urbana. De forma responsável e coerente com a sua ação comunitária, as lideranças vão em busca dos necessários ajustes para que, de forma equilibrada, todos saiam ganhando com a mudança, motoristas, pedestres, lojistas, moradores e o conjunto da cidade.



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