
Hoje Edson nem imagina morar e trabalhar em outro lugar
Há 21 anos, o jovem Edson Pereira nem imaginava que o seu futuro estaria traçado em molduras de obras de arte, fotografias e espelhos. Natural de São Francisco de Assis, no interior gaúcho, o então ator de teatro morou em São Paulo, Rio de Janeiro e, como ele mesmo diz, por acaso, acabou por iniciar uma nova vida profissional como emoldurador na Vidraçaria Real, quando ainda estava sediada na Avenida Osvaldo Aranha, ao lado da loja Von Von, no final dos anos 80. Ali permaneceu por cinco anos, se apaixonou pela profissão e há nove anos decidiu abrir o próprio negócio, a Relíquias D’Arte, na Felipe Camarão 676. Antes disso ainda trabalhou em outras duas empresas, entre elas a movimento, na Avenida Souza Reis – que era de propriedade de Paulo Reis, que presidiu na década de 80 a Associação dos Amigos do Bairro Bom Fim.
Apesar de não exercer, Edson é formado em Administração. De FATO, cursou dois anos e meio de Direito e chegou a iniciar a faculdade de Letras. Tem especializações em arte e em confecção de molduras, com cursos realizados no Brasil e no exterior. A sua irmã, Divanir é sócia na empresa, cuja especialidade é a emolduração. A Relíquias D’Arte ainda comercializa peças de artesanato e arte, em gesso, resina, terracota e bronze, com pintura personalizada ou cruas para que o cliente possa dar o seu acabamento. Outro produto bastante procurado, segundo Edson, são as luminárias marroquinas. “É uma febre do momento”, salienta.
Edson se diz um apaixonado pelo Bom Fim. Logo que comecei a trabalhar no bairro há 21 anos, decidi que era aqui que iria morar. Já morou em diversas ruas, como a Giordano Bruno e a Osvaldo Aranha. “O Bom Fim é o encontro de todas as culturas, não imagino trabalhar e morar em outro lugar”, diz com orgulho. Segundo ele, o bairro é como uma cidade do interior, onde todos se conhecem. “Tem tudo perto, bancos, comércio, é próximo ao centro.
O negativo é a sensação de insegurança. Apesar de ressaltar que nunca enfrentou pessoalmente qualquer problema. “Essa é uma deficiência da cidade como um todo. Algo generalizado. Tem gente que não entra aqui porque tem que tocar a campainha, mas é para a segurança, inclusive, dos meus clientes”, diz.



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